quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
REFLEXÃO FUTEBOL DISTRITAL
Reflexão!
Como faço parte deste desporto que amo que é o futebol e em concreto o futebol amador distrital, queria aqui deixar uma reflexão e uma ideia daquilo que entendo que sejam as razões e as motivações para estarmos, gostarmos e sacrificarmo-nos pelo futebol, mesmo sabendo que traz por vezes vantagens mas também muitas desvantagens.
Hoje em dia, o futebol amador nada te a haver com o de antigamente, em termos financeiros que derivado também à atual situação financeira do pais de alguns anos a esta parte deixaram de existir apoios com tanta frequência e quantidade, e mais ainda em termos de quantidade de clubes nas varias associações que diminuíram em numero significativo. Uma coisa implica a outra: a falta de apoios e investimento monetário, implica acabar ou desistir de vários clubes.
Mas assim como fui ensinado e preparado para a vida desde miúdo, se gostamos e temos um objectivo de seguir por esse caminho, que é o futebol amador, temos que ser mais fortes, persistentes e fazer esforços e em muitas situações prejudicando as nossas famílias privando-as da nossa presença durante muito e muito tempo, para estarmos num clube a trabalhar, que efectivamente é amador mas que nós e eu em particular temos que ser responsáveis e o mais ‘’profissionais’’ possível dentro do amadorismo que é este futebol.
Concretamente e referindo-me ao meu caso, como treinador, faço aqui uma reflexão pratica:
- Sou treinador de futebol amador/ distrital à cerca de 11 anos consecutivos.
- As dificuldades são imensas para todos e para mim também, por varias razoes :
- a distancia dos clubes que se treina e que se joga, porque toda a gente gostava de treinar perto de casa mas na maioria das vezes não é possível.
- as condições de trabalho que se encontram nos clubes que por vezes não são as ideais, para fazer um trabalho , tal como referi anteriormente, o mais profissional possível dentro do amadorismo.
-Pouco, ou por vezes nenhum retorno financeiro do nosso trabalho.
-Lidar e incutir em alguns dirigentes e jogadores a tal responsabilidade e organização que tem sempre que existir mesmo no amadorismo, e não ‘’andar aqui por andar ‘’ .
- A falta de tempo que muitas vezes acontece ao treinador e a outros agentes desportivos que em vários dias e várias situações se desdobram para sair das suas actividades profissionais (emprego) e já tarde, sem tempo de passar por casa para estar um pouco com a família, pois tem que ir directamente para o treino .
-Mas em contrapartida as motivações que me dão a mim, neste caso, treinar e a outros agentes desportivos para estar dentro deste futebol amador e essa motivação tem que estar sempre presente.
-O poder fazer aquilo que gostamos ( neste meu caso treinar ) e ambicionamos mesmo sendo com muitas dificuldades e sacrifícios.
- O conhecer de pessoas diferentes com outro tipo de ideias e mentalidades e poder partilha-las com elas.
- As amizades que fazemos e que começam a aparecer desde o primeiro dia que estamos num clube e passam a crescer de dia para dia, treino a treino, jogo a jogo, tornando-se mais tarde grandes amigos.
- O ambiente do balneário que para quem gosta, como é o meu caso, faz-nos sentir realizados.
- As rotinas de um clube ( treinos, jogos, convívios) dão-nos uma satisfação e um enorme prazer de estar dentro deste futebol amador/distrital.
-Por outro lado, para quem gosta e lhe dá prazer estar no futebol amador é um grandioso e motivador desafio, trabalhar perante tantas adversidades e ver o seu trabalho reconhecido.
- Lidar com a formação, preparar os miúdos de uma forma séria e competente para encarar o futuro com muitas mais certezas.
-E para finalizar, dizer que é aqui que está o futuro da maioria dos clubes: a formação :
- formar para tirar benefícios no futuro.
- formar para dar oportunidade a esses miúdos para depois aparecerem a um nível superior.
- formar e essencialmente ensinar e transmitir a esses miúdos que o futebol amador/distrital é difícil.
Mas nada nos pode fazer desistir, quando temos motivação, vontade e argumentação para contrariar as dificuldades.
Treinador - Francisco Castro
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